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Cozinha para crianças estimula memória e concentração

Uma das maneiras mais efetivas de diversificar e estimular o desenvolvimento de crianças no processo pedagógico é por meio de atividades que fogem do padrão tradicional de ensino, como a prática musical, artes e aulas de culinária.

 

Afinal, quando saímos da sala de aula e levamos os alunos para ambientes diferentes, como a cozinha, é possível aprender novos conteúdos e desenvolver habilidades.

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Mas qual seria a importância da culinária nas escolas? Por que estimular seu aprendizado? Saiba mais informações:

 

Descobrir a origem dos alimentos como forma de aprendizado

 

Um dos maiores aprendizados decorrentes de uma aula de culinária para crianças é descobrir a origem dos alimentos.

 

Saber que o leite não vem da caixinha e que legumes e verduras crescem na terra, sob sol e chuva, pode despertar a consciência ambiental das crianças, bem como valorizar mais a preferência por alimentos naturais.

 

Voltar a ter contato com o ciclo de produção alimentícia é cada vez mais importante, já que a urbanização e os processos de industrialização desvincularam o homem da terra.

 

Deixamos de ter contato com os ciclos biológicos, quimos e animais mais básicos, o que também nos distancia de uma alimentação mais saudável.

 

Estimular hábitos saudáveis também em casa

 

Por falar em alimentação saudável, aulas de culinária para crianças podem funcionar como multiplicadoras de bons costumes alimentares em casa.

 

Muitos alunos saem dessas aulas e vão conversar com os pais e irmãos sobre a importância de uma dieta balanceada.

 

Além disso, o contato em sala de aula, com o engajamento de professores e colegas, estimula crianças a aceitarem melhor alimentos naturais em casa, sem hábitos impeditivos de uma alimentação saudável.

 

Essa estratégia de coordenação entre pais e escola é imprescindível para a saúde das crianças, que começam então a comer mais frutas, legumes e verduras.

 

Instigar o interesse das crianças pelo ato de cozinhar

 

Outra consequência da urbanização e industrialização crescentes foi o desinteresse de crianças e adultos pela cozinha.

 

Essa atividade acaba sendo delegada a outras pessoas no ambiente familiar, ou até mesmo transferida para outros contextos, como restaurantes e delivery.

 

No entanto, em longo prazo esse tipo de atitude tem consequências negativas para os hábitos alimentares da família, que passa a consumir mais alimentos processados e negligenciar a importância do ato de cozinhar.

 

Aulas de culinária para crianças podem despertar o interesse delas por essa prática, seja como forma de hobby individual, seja como necessidade pessoal no futuro.

 

Os estudantes se preparam melhor para os desafios da vida contemporânea, aumentam seu conhecimento prático e ganham maior autonomia enquanto crescem.

 

É uma maneira de trabalhar diversas disciplinas ao mesmo tempo

 

Assim como as aulas práticas servem para estimular o conhecimento de alguma disciplina, a culinária tem a vantagem de iniciar discussões sobre os mais variados temas.

 

Professores a utilizam como estratégia para trabalhar conteúdos multidisciplinares envolvidos na grade curricular de alunos.

 

Por exemplo, por meio de uma aula prática com receitas e identificação de alimentos, é possível estimular a leitura de instruções e rótulos, o crescimento do vocabulário etc.

 

Da mesma forma, a aula de culinária também pode ajudar com o raciocínio matemático, por meio da soma de ingredientes, conhecimento sobre medidas, contagem de tempo e temperatura, entre outros aspectos.

 

Além disso, professores estimulam, a partir de aulas de culinária, o aprendizado científico (origem e propriedade de ingredientes), geográfico (regiões e climas de produção de cada alimento), histórico (hábitos alimentares e sua relação com a cultura) e até mesmo artístico (criatividade, inovação e apresentação de alimentos).

 

Ou seja, é um ótimo ponto de partida para diversos temas tradicionais.

 

Desenvolvimento da coordenação motora de alunos

 

Como os alunos estão colocando a mão na massa, muitas vezes literalmente, essa é uma forma de desenvolver sua coordenação motora.

 

Por medo dos riscos relacionados à cozinha, ou até mesmo à falta de tempo em casa, muitos pais deixam de envolver seus filhos nessas atividades.

 

No entanto, desde que em um ambiente controlado, é possível ensinar crianças a cortar, lavar, misturar, aquecer, refrigerar e até mesmo moldar massas, frutas, legumes e verduras.

 

Essas habilidades básicas fazem parte do conjunto de práticas cotidianas de qualquer cozinha, até mesmo nos preparos mais simples.

 

Posteriormente, também podem ser aplicadas a outras áreas do conhecimento.

 

Consciência acerca de riscos no preparo de alimentos

 

Outra percepção importante a se desenvolver por meio de aulas de culinária é o conhecimento acerca dos riscos envolvidos no preparo de cada alimento.

 

Para além dos cuidados tradicionais com o fogo, altas temperaturas e instrumentos afiados, também é preciso ensinar crianças acerca da importância da higiene das mãos, da limpeza de alimentos orgânicos, de datas de validade e da forma de conservação de cada um deles.

 

Conhecimento sobre as propriedades nutritivas de cada alimento

 

Aulas de culinária também contribuem para que alunos se familiarizem com as propriedades nutritivas de cada alimento e, consequentemente, para que adquiram hábitos nutricionais mais saudáveis.

 

Por exemplo, aprendem que tanto carboidratos e proteínas, quanto fibras e lipídios são essenciais para uma dieta balanceada.

 

Mas quais alimentos contém esses nutrientes? Suas vitaminas e propriedades naturais se mantêm em qualquer tipo de preparo?

 

É importante que as crianças também adquiram esse tipo de conhecimento prático.

 

Exercício de memória, paciência e concentração

 

Finalmente, também existe a vantagem de crianças trabalharem habilidades acessórias às aulas de culinária, mas essenciais para o dia a dia de um estudante.

 

Por exemplo, a memória na execução de receitas é essencial, já que ela envolve uma sequência de ingredientes e de ações que devem ser coordenadas em busca de um resultado comum.

 

O mesmo ocorre em relação à paciência no preparo de alimentos.

Em geral, os resultados não são imediatos e exigem tempo de cozimento ou refrigeração.

 

Além disso, há também o desenvolvimento da concentração nas atividades culinárias, que demandam atenção e foco para acertar medidas, formas de preparo e execução de instruções.

 

Fonte: Novos alunos

Júlia Cintra Terra

Graduada em Filosofia pela Universidade Federal de São João Del-Rei e Letras pelo Centro Universitário Barão de Mauá. Pós-Graduada em Ensino de Filosofia pela Universidade Federal de São João Del-Rei. Experiência como Educadora no Sistema de Educação Básico e Superior, nas áreas de Filosofia e Língua Portuguesa. Atua como Professora/Tutora da Graduação e Pós-graduação da Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo e da Faculdade de Tecnologia, Ciências e Educação - FATECE.

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