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A importância da inclusão escolar e social de pessoas autistas

A inclusão escolar e social de pessoas autistas é um tema de grande relevância sociocultural, o qual tem ganhado destaque em diferentes esferas e instituições. Embora importantes direitos tenham sido conquistados nos últimos anos, ainda há muito a ser feito para garantir que todos tenham acesso à educação e a oportunidades equitativas. Nesse contexto, a efetiva inclusão desses indivíduos na sociedade e na escola consiste em uma fundamental tarefa para promover o bem-estar individual e garantir que todos possam se desenvolver, alcançar seu máximo potencial e viver com respeito e dignidade.

Neste artigo, discutiremos a importância da inserção de cidadãos autistas no corpo social, explicando o que é o autismo, quais as possibilidades de formação e especialização pedagógica para o professor que deseja educar com qualidade e as principais habilidades que os profissionais da Educação Inclusiva devem possuir, além de recordar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo como importante marco na construção da identidade e luta por direitos.

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O que é o Autismo?

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O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurológica que afeta a comunicação social, a interação social e o comportamento de uma pessoa, podendo ser diagnosticada em qualquer idade e em sujeitos de todas as origens étnicas. O TEA é caracterizado por padrões repetitivos de comportamento, interesses restritos e dificuldades de comunicação.

Os sintomas do autismo podem variar significativamente de indivíduo para indivíduo. Alguns podem ter dificuldade em entender sarcasmo ou humor, enquanto outros podem ter dificuldade em estabelecer contato visual ou em entender emoções. Outros, inclusive, podem apresentar habilidades excepcionais em áreas específicas, como Matemática, Música ou Arte.

O autismo é considerado um espectro porque os sintomas podem variar em intensidade e tipo, desde formas leves até graves. De tal modo, o diagnóstico preciso é feito por profissionais de saúde, com base na observação dos comportamentos da pessoa e na realização de testes específicos. O tratamento geralmente inclui terapia comportamental, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Portanto, as características do autismo podem variar de pessoa para pessoa, mas aqui estão alguns aspectos comuns que podem ser observados em pessoas com TEA:

• Dificuldade na linguagem e comunicação social:

Pessoas com autismo podem ter dificuldade em iniciar ou manter uma conversa e em entender sarcasmo ou humor. Ademais, podem ter atrasos na linguagem ou usar uma linguagem peculiar, como repetir palavras ou frases fora de contexto.

• Dificuldade na interação social:

Pessoas com TEA podem ter dificuldade em estabelecer contato visual, em fazer amigos ou em entender emoções.

• Comportamentos repetitivos:

Indivíduos com esse espectro podem apresentar comportamentos repetitivos, como bater as mãos, balançar o corpo ou alinhar objetos.

• Interesses restritos:

Interesses restritos e intensos em tópicos específicos podem também ser notados,
como, por exemplo, em esportes, jogos ou trens.

• Habilidades especiais:

Indivíduos com TEA podem apresentar habilidades excepcionais em áreas específicas, como, por exemplo, memória, Matemática, Música ou Arte.

É importante lembrar que essas características são apenas indicadores gerais e que cada pessoa com autismo é única e pode apresentar sintomas e combinações distintas. Por isso, é indispensável o atendimento e diagnóstico profissional para que as abordagens e tratamentos mais adequados sejam indicados.

Por que é importante incluir o autista no processo educacional?

A inclusão escolar é importante porque promove o bem-estar individual e o desenvolvimento cultural, cognitivo e psicossocial de pessoas autistas. Isso permite que tais indivíduos sejam efetivamente incorporados à sociedade, tornando-se capazes de alcançar seu potencial máximo ao desenvolverem, de forma gradual e adequada, suas habilidades sociais, emocionais e acadêmicas.

A inclusão educacional também é importante para garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, independentemente de sua condição física, psicológica e socioeconômica. Além disso, a perspectiva inclusiva e humanizada pode promover a aceitação da diversidade e a compreensão mútua entre os alunos e profissionais da educação, o que tende a proporcionar crescimento e harmonia nos espaços coletivos.

A construção da cidadania: diversidade e inclusão

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bonecos de papel, representando diversidade social

A definição de cidadania remete fundamentalmente ao cumprimento dos deveres – éticos, morais e jurídicos – e ao usufruto dos direitos. Tal entendimento nos permite compreender que a inclusão escolar e social do autista promove a cidadania porque proporciona e reforça um direito humano básico: o acesso equitativo à educação e a oportunidades de desenvolvimento pessoal. Além disso, a premissa inclusiva possibilita a compreensão da diversidade e a tolerância mútua, o que é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Esse processo, inclusive, pode ajudar no combate à discriminação e à exclusão social, além de ampliar a participação democrática dos diferentes grupos e indivíduos, assim edificando relações culturais e institucionais mais humanizadas e respeitosas.

Considere estes conceitos – e o quanto todos estão interligados – para avançar em suas reflexões:

  • Inclusão
  • Direitos Humanos
  • Cidadania
  • Educação de Qualidade
  • Oportunidades
  • Equidade
  • Diversidade
  • Empatia
  • Justiça Social
  • Democracia
  • Humanização
  • Respeito

professora ensinando aluno autista

Quais as possibilidades de formação pedagógica para o professor que deseja educar pessoas autistas?

Para educar pessoas autistas, é importante que o professor tenha uma formação pedagógica específica em Educação Especial e Inclusiva. Isso inclui habilidades em comunicação alternativa e aumentativa, estratégias de ensino individualizadas e adaptações de currículo.

Veja abaixo as principais possibilidades de desenvolvimento profissional:

Cursos de Formação TEA

Uma opção é buscar cursos de formação continuada em educação especial, com ênfase no atendimento educacional especializado para alunos com autismo. Esses cursos podem oferecer conhecimentos teóricos e práticos para que o professor possa entender as especificidades do TEA e desenvolver estratégias pedagógicas que favoreçam o aprendizado desses alunos.

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Pós-Graduação EAD em Transtorno do Espectro Autista (TEA) : Inclusão Escolar e Social

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• Conheça também:

>>Curso Online de Terapia ABA aplicada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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>> Curso Online de Autismo: Identificação, Diagnóstico e o Processo de Aprendizagem

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Outra possibilidade é buscar formação em Psicologia ou áreas afins, para aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro e dos processos cognitivos relacionados ao TEA. Isso pode ajudar o professor a entender as necessidades e particularidades dos alunos autistas e a desenvolver atividades pedagógicas que sejam mais adequadas para cada caso.

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Além disso, é importante que o professor busque se informar sobre as legislações e políticas públicas que asseguram o direito à educação inclusiva para pessoas com deficiência, incluindo o TEA. Essas informações podem ser obtidas por meio de leituras, cursos, palestras, seminários e eventos relacionados à área da educação inclusiva.

>>Você sabe qual a diferença entre Educação Especial e Educação Inclusiva? Leia também este conteúdo e saiba mais!

Sobre o Estude Sem Fronteiras

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Pós-Graduação em Intervenção ABA aplicada ao Autismo

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Indo além dos cursos de extensão, os profissionais egressos de licenciaturas, pedagogos, psicólogos e fonoaudiologistas, tanto de instituições públicas quanto privadas, nos diversos níveis de educação, também podem realizar uma Pós-Graduação direcionada ao TEA.

Esse tipo de formação direciona-se à especialização e é indicada para aqueles que desejam aprofundar e expandir sua qualificação. Na Pós-Graduação ou Especialização em Intervenção ABA aplicada ao Autismo, o estudante poderá ter acesso a elementos como:

  • Contextualização de critérios diagnósticos;
  • Fundamentos básicos do autismo e da análise do comportamento;
  • Análise do comportamento verbal em relação ao desenvolvimento;
  • Métodos e processos de avaliação e ensino;
  • Formas de manejo dos comportamentos;
  • Estímulos a habilidades sociais, acadêmicas e funcionais;
  • Possibilidades de criação de uma comunicação alternativa;
  • Técnicas de musicoterapia que podem auxiliar a impulsionar o desenvolvimento da oralidade.

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  •  Conheça também:

>> Pós-Graduação EAD em Fonoaudiologia no Transtorno do Espectro Autista

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Assista ao vídeo explicativo para entender os porquês você deve fazer parte da Faculdade Metropolitana:

aluna segurando livro

Quais habilidades devem possuir os profissionais da Educação para lidar com pessoas autistas?

Os profissionais da Educação desempenham um papel crucial no desenvolvimento de indivíduos autistas, proporcionando-lhes um ambiente de aprendizagem seguro, acolhedor e inclusivo. Para serem bem-sucedidos, esses especialistas devem possuir uma série de habilidades que lhes permitam entender e atender às necessidades únicas dos alunos autistas. Estas são as principais habilidades que o indivíduo deve possuir – ou gradualmente desenvolver – para realizar um trabalho responsável, fraterno e capacitado:

Empatia

A empatia é a capacidade de entender e compartilhar as emoções e sentimentos de outras pessoas. Para trabalhar com alunos autistas, é essencial que os professores e demais profissionais da educação tenham empatia e compreendam as dificuldades que esses alunos enfrentam.

Comunicação Clara

A comunicação clara é fundamental para qualquer relação interpessoal, e deve ser ainda mais cuidadosa para que se estabeleça uma interação adequada com alunos autistas. Sendo assim, os educadores devem ser capazes de se comunicar de forma simples e direta, evitando linguagem ambígua ou metafórica.

Flexibilidade

A flexibilidade é importante para acomodar as necessidades individuais. De tal modo, os educadores devem possuir habilidade de adaptação, estando dispostos a adequar seu estilo de ensino para atender às características e necessidades únicas de cada aluno.

Paciência

A paciência é uma virtude quando se trabalha com alunos com esse perfil. Afinal, eles podem precisar de mais tempo para processar informações ou expressar seus pensamentos e sentimentos. Logo, é importante que os profissionais tenham a paciência necessária para trabalhar com esse público.

Conhecimento Especializado

Os educadores devem ter conhecimentos especializados e sólidos sobre autismo e as necessidades específicas dos alunos, incluindo seus sintomas, características e cuidados especiais. Isso ajudará a adaptar as estratégias educacionais e pedagógicas direcionadas aos alunos.

Consciência Sensorial

Muitos alunos com autismo têm sensibilidades sensoriais e podem ter dificuldade em lidar com estímulos dos sentidos, como barulhos altos ou luzes brilhantes. Dessa forma, os profissionais da área devem ter consciência dessas sensibilidades e adaptar o ambiente escolar para atender às necessidades dos alunos.

Conhecimento de Estratégias de Gestão Comportamental

Os alunos autistas podem apresentar comportamentos desafiadores, como agressividade ou comportamento repetitivo. Para lidar com isso, os educadores devem ter conhecimento de estratégias eficazes para lidar com esses comportamentos, mesclando habilidades para ajudar os alunos a desenvolverem suas competências e percepções socioemocionais.

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alunos autista interagindo em sala de aula

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo: 2 de abril

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é comemorado anualmente no dia 2 de abril. Essa data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover a inclusão social das pessoas autistas.

Durante a data, diversas organizações, entidades governamentais, escolas e comunidades realizam atividades e eventos para chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce do TEA, bem como para a inclusão e respeito às pessoas autistas.

Entre as atividades que são realizadas, estão campanhas de conscientização, palestras, seminários, workshops, exposições e eventos culturais. Essas ações visam não só promover a conscientização sobre o autismo, mas também combater o preconceito e a discriminação que muitas vezes são enfrentados pelas pessoas autistas e suas famílias.

É importante destacar que a conscientização sobre o autismo não deve se limitar ao dia 2 de abril. Essa é uma causa que deve ser abraçada pela sociedade como um todo, e que exige um esforço contínuo para que possamos construir uma sociedade mais inclusiva e respeitosa para todas as pessoas, independentemente de suas diferenças.

>> Conheça também outra data importante para a conquista de Equidade e Justiça Social:

Promovendo a Inclusão, a Diversidade e a Humanização

Portanto, a inclusão escolar e social de pessoas autistas é um direito humano fundamental que deve ser garantido para todos. Nesse sentido, a educação inclusiva e a formação pedagógica específica são importantes para garantir que os indivíduos com autismo tenham acesso à educação de qualidade e oportunidades. É necessário que a sociedade trabalhe para promover a inclusão e a aceitação da diversidade, de modo que todos possam alcançar seu potencial máximo, assim construindo sua cidadania e sua dignidade.

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Carla Alessandra Moreira Damasceno

Graduada em Pedagogia. Mestre em Educação. Pós-Graduada em Educação Especial, Metodologias e Gestão para a Educação a Distância (EAD). Experiência como docente na Educação Profissional. Presidente do Núcleo de Acessibilidade - NUACE, Coordenadora de Pós-Graduação e Especialização na área de Inclusão e Psicopedagogia. Idealizadora do espaço Carla Damasceno Acessibilidade e Inclusão, com consultorias em acessibilidade, ambientação, treinamento, recrutamento e seleção de pessoas com deficiência para empresas, escolas e museus na área de Educação.

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