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Ex-intercambista refaz fotos de viagem nos mesmos locais da época de estudante

A fotógrafa americana Lisa Werner, de 57 anos, decidiu reviver uma viagem de intercâmbio feita em 1987, posando para fotos nos mesmos locais da Europa pelos quais passou. Na época, ela deixou a família para trás na Califórnia e passou nove meses na Alemanha com o objetivo de aprender uma nova língua e uma nova cultura.

 

Trinta anos depois, ela aproveitou uma visita à Europa e refez seus próprios passos do século passado, registrando fotos nos mesmos locais percorridos em sua época de estudante. Lisa reuniu as fotos do antes e do depois em um vídeo publicado no YouTube, que já teve mais de 95 mil visualizações.



Quando embarcou na Califórnia a caminho da cidade de Darmstadt, na Alemanha, em 1987, Lisa tinha 27 anos e nunca antes havia saído dos Estados Unidos, segundo ela contou em entrevista ao G1.


“Quando me formei na faculdade, eu tinha que pagar as dívidas do financiamento estudantil. Eu nunca tinha saído dos Estados Unidos, nem para o México, que era perto, ou para o Canadá. Eu queria aprender uma segunda língua e cultura.

 

Como parte da minha ascendência é alemã, eu escolhi a Alemanha”, explicou Lisa. “Precisei viver modestamente e guardei dinheiro durante anos para pagar minhas dívidas antes de poder viajar.”



Treze fotos refeitas

 

Na Alemanha, ela estudou alemão em uma faculdade local, mas aproveitou os nove meses que passou no intercâmbio para visitar novos lugares.

 

A oportunidade de refazer parte das viagens pela Europa surgiu em julho de 2017, quando ela acompanhou seu irmão e a sobrinha enquanto eles viajaram de bicicleta ao longo do rio Reno, que vai da Suíça aos Países Baixos.

 

Ela acabou digitalizando 13 fotos de sua viagem, tiradas em cinco cidades de dois países diferentes, com o intuito de recriá-las.

 

Lisa afirma não ter tido problemas em reencontrar os locais em que as imagens haviam sido feitas na década de 1980. “Me arrependi de não ter escaneado mais fotos”, lembra.

 

Na Alemanha, Lisa participou de um programa de “au pair”: ela ficou hospedada com uma família local, e recebeu uma quantia modesta de dinheiro para ajudar nos cuidados com uma criança.

 

“A família me pagava para levar o menino ao jardim de infância e depois trazê-lo de volta da escola.”

 

Lisa conta que se apegou muito à criança. “Era uma combinação perfeita, me colocaram como uma comissária de bordo e um garoto de seis anos.

 

Eles gostavam muito de mim. Eu honestamente amava aquele garotinho.

 

Nós esquiávamos sempre que nevava e até vestimos fantasias quando brincávamos de caubóis e índios juntos. Quando fui embora, partiu meu coração deixá-lo para trás.”

 

A falta de tecnologias de comunicação também fizeram aumentar sua saudade da família quando ela estava longe.

 

“Não é para qualquer pessoa. Foi difícil ficar longe da minha família, especialmente minhas sobrinhas e sobrinhos”, lembra ela.

 

Porém, ela acredita que “com Skype e FaceTime, seria muito mais fácil hoje em dia”. A fotógrafa aproveitou a tecnologia para entrar em contato com uma de suas amigas da época do intercâmbio.

 

Como a cidade onde ela viveu não está próxima da viagem que ela refez, ela convidou a amiga para encontrá-la perto do rio Reno.

 

“Ela me encontrou em Mainz [cidade alemã] e fizemos juntas uma degustação de vinhos. Foi ótimo. Quando estávamos nos despedindo na estação de trem, ela disse ‘não espere outros trinta anos para que a gente se reveja’.”

 

Clique aqui para ver todas as fotos

 

Fonte: G1 Educação

 

Tendencia Tecnologica

Tendências da Educação para o Futuro

Precisamos inverter a pauta e compreender que a educação para o futuro pressupõe um novo modelo.

 

Um modelo em que não devemos separar virtual e presencial, aluno e professor, informação e conhecimento.

 

Na semana em que lembramos os 20 anos da morte de Paulo Freire, proponho uma breve reflexão sobre o futuro de nosso país, através da educação.

 

Mudanças globais significativas têm se construído através de políticas públicas fortemente alicerçadas na priorização da educação e na qualificação e respeito aos professores.

 

Exemplos já clássicos dessas mudanças podem ser estudados em países como Coréia do Sul e Finlândia.

 

Entretanto, as incertezas impostas por diferentes fatores, como a tecnologia, despertam em todos nós questionamentos sobre como devemos investir os recursos e quais mudanças são necessárias em nossos modelos educacionais.

 

Assim, questões como: “Quais as profissões do futuro?” “Como a tecnologia impacta a formação de nossos alunos?”

 

Fazem parte de nosso cotidiano e muitas vezes nos imobilizam.

 

O grande paradoxo no ambiente educacional atual é que estas questões não são de fato relevantes, pois ainda estão vinculadas a um paradigma que explica a educação através do modelo industrial, de padronização, ou como dizia Paulo Freire, na proposta de educação bancária.

 

Se formamos por competências, a questão fundamental não está relacionada a quais são as profissões do futuro e sim quais são as competências para o futuro.

 

De fato, os processos de ensino e aprendizagem ocorrem a partir da clara articulação de dois conjuntos de atores: professores e alunos.

 

Esse processo se dá através de um espaço facilitador, presencial ou virtual, que promove a interação, a construção coletiva entre pares (aluno-aluno) e entre aluno e professor.

 

Historicamente chamamos este espaço de sala de aula, mas este lugar se transforma em diferentes espaços de articulação, especialmente laboratoriais e de impacto social.

 

Para pensarmos qual o caminho para uma educação que pode transformar nosso país, devemos construir respostas para uma nova pergunta.

 

O foco não é mais o professor ou o aluno. O foco não é mais a sala de aula. O principal mobilizador dos processos de ensino e aprendizagem é a compreensão de como se dá a relação entre professor e aluno.

 

Projetar essa relação, a partir dos professores, pode ser um bom caminho para pensarmos a educação para o futuro.

 

Autor: Gustavo Borba

 

Fonte: ZH Opinião

 

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Professores: Bibliorias e Livrotecas

Bibliorias e Livrotecas

Como sonhar não paga imposto, não custa imaginar novos mundos, universos utópicos, soluções fantásticas, situações melhores. Não custa criar um mundo paralelo, em que haveria mais livrarias do que farmácias e mais bibliotecas do que bares.

 

Só para efeito de estranheza (os sonhos têm sempre uma pitada de surrealismo), transformemos os nomes. As novas livrarias serão livrotecas. As novas bibliotecas vão se chamar bibliorias.

 

Haverá uma livroteca em cada esquina. O sufixo -teca remete ao grego theke, no sentido de “caixa”, “depósito”, “local de armazenamento”.

 

Na livroteca, os livros estão guardados, mas não estão presos. Encontram-se disponíveis para nos libertar. E são livros que não podemos deixar de ler. Ler é tão vital quanto comer e beber.

 

Você sai logo cedo da sua casa. Passa numa livroteca. Pede um conto ao ponto e um gole de poesia (com açúcar ou sem açúcar?). Cinco versos matam a sede do cidadão. Um conto (não precisa ser gigante nem pesado) mata a nossa fome matutina. Misturar prosa e poesia é nutritivo. Os professores recomendam alimentação reforçada e variada logo no início do dia. Faz bem para a mente e mais ainda para o corpo.

 

Há quem goste de proesia. Na livroteca mais próxima, você pode pedir um sanduíche feito de duas fatias prosaicas e um conteúdo rimático. Há poemas quase em tom de prosa ou manifesto, como na estrofe final de um poema de Affonso Romano de Sant’Anna, publicado em 1985:

 

Não está nada fácil ser poeta nestes dias.
Não está nada fácil ser poeta noite e dia.
Não está nada fácil ser poeta da alegria.
Não,
Não está nada fácil ser poeta
e brasileiro
nestes dias.

 

O poema chama-se “Sobre certas dificuldades atuais”. Atuais? Atualíssimas!

 

As Bibliorias da Cidade

 

Nesse mundo para além do tempo e do espaço, que nasce da arte de sonhar acordado, as livrarias antigas fecharam.

 

E surgiram as bibliorias, com novas propostas e respostas.

 

Bibliorias, para começar, têm um bibleiro ali muito bem informado. Ele gosta de experimentar um pouco de tudo: dicionários e diários, antologias e tratados, manuais e confissões, bíblias de todas as religiões, memórias, histórias (até mesmo as simplórias), livros de oratória, com ou sem dedicatória. Converse com ele.

 

Fale de suas dúvidas e curiosidades. Há doses de fantasia e verdade para curar todos os problemas.

 

Reserve um tempo para conhecer as bibliorias da sua cidade. Em cada quarteirão, você encontrará três, quatro, cinco bibliorias.

 

Com diferentes perfis para os diferentes clientes e públicos: infantis e senis, juvenis e adultis…



Há, por exemplo, a biblioria feita na medida certa para deprimidos e melancólicos. Nela, logo na entrada, autores que tratam os temas da dor e da solidão sem medo de encarar a realidade. Kafka é um dos melhores remédios para a falta de sentido. A metamorfose não é uma imagem apenas. E tem um poema de Mario Quintana (adquira-o completo na biblioria mais próxima), que é assim:

 

Não tenho vergonha de dizer que estou triste,
Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez
de se matarem, fazem poemas:
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca…
Minha alma assenta-se no cordão da caçada
E chora,
Olhando as poças barrentas que a chuva deixou.
Eu sigo adiante. Misturo-me a vocês. Acho vocês
uns amores.
Na minha cara há um vasto sorriso pintado a
vermelhão.
E trocamos brindes,
Acreditamos em tudo o que vem nos jornais.
Somos democratas e escravocratas.
Nossas almas? Sei lá!

 

A alma do negócio

 

Alguns geniais empreendedores uniram biblioria e livroteca num só lugar. Para alimentar e cuidar da nossa alma. O negócio funciona às mil maravilhas nesse país que estou criando. Livro é um negócio que sempre se renova. Porque o livro é que é a alma disso.

 

E você pode pagar com seus livros já lidos os livros novos que você quiser comprar na biblioria. Os livros usados (pode ser com anotações nas margens) irão enriquecer o acervo da livroteca, para alimentar os que têm fome e sede de entrelinhas. Livro não tem prazo de validade. Não apodrece. O livro pula de alma para alma.

 

Há outros serviços e possibilidades nesse negócio. Contadores de histórias em diversas horas do dia. Especialistas em biblioterapia para atender leitores pacientes, ou nem tão pacientes. Consultores que oferecem a escritores orientações inventivas.

 

Grupos de discussão sobre leituras e interpretações. Jogos que misturam lazer e prazer de ler. Exposições pessoais de livros raros. Saraus temáticos. Grupos de interajuda para pessoas que não conseguem se libertar do vício da leitura…

 

E, dentro deste negócio, um espaço imprescindível. Um espaço docente permanente, em que os professores têm acesso a todos os livros para suas pesquisas.

 

Na livroteca, professores leem à vontade. Na biblioria, professor e professora não pagam!



Coluna de Gabriel Perissé

 

Fonte: Revista Educação

 

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Educação Financeira e sua Importância

As famílias são um dos temas principais desta Semana Nacional de Educação Financeira. Mas cada componente do núcleo familiar tem necessidades específicas quando o assunto é equilibrar o orçamento.

 

Das crianças aos avós, especialistas recomendam abordar a questão econômica de acordo com um universo etário próprio.

 

Enquanto crianças e adolescentes têm seus primeiros contatos com o dinheiro a partir da mesada e de aplicativos de celular, adultos e idosos estão pensando em objetivos de mais longo prazo ou poupando para dar suporte a filhos e netos.

 

CONSCIENTIZAÇÃO DE PAI PARA FILHO

 

Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, as pesquisas mostram que há ainda descompasso entre a importância que os pais reconhecem na educação financeira e a aplicação desses princípios na prática.

 

Frequentemente, observa ela, os pais não conseguem passar aos filhos esses conceitos porque eles próprios têm suas finanças desequilibradas ou porque agem segundo a lógica “quero dar a eles tudo o que não tive”, o que dificulta o controle dos impulsos de consumo das crianças.

 

– Se você ensina a seu filho a ter um não quando criança, ele certamente será um adulto que lidará muito melhor com frustrações no futuro. Os pais que querem proteger demais as crianças acabam criando adultos mais vulneráveis e menos tolerantes com os “nãos” da vida – sustenta.

 

Marcela lembra que, embora esteja crescendo a conscientização financeira na escola, essa parte da formação não deve ser delegada exclusivamente ao colégio.

 

A economista ressalta que é papel dos pais introduzir o tema junto aos filhos. Situações do cotidiano são ideais para isso, afirma:

 

– Há muitos pais que não falam de finanças no jantar, o que é muito ruim. O dinheiro deve ser debatido no dia a dia. Se é difícil levar às crianças ao supermercado, uma ida à padaria ou a um restaurante já pode ser educativa.

 

Se a família vai para a Disney no fim do ano, por que não estimular também os filhos a economizar para pagar uma parte pequena dos gastos da viagem?

 

MESADA, AINDA IMPORTANTE

 

A mesada, de acordo com Marcela, continua sendo uma ótima ferramenta pedagógica.

 

A economista afirma que ela deve se adaptar à realidade da criança, tanto em termos de valor como no que diz respeito à periodicidade:

 

– Para uma criança de seis a sete anos, é melhor começar com uma “semanada”, porque o horizonte da criança é mais restrito. O valor também deve acompanhar essa proporção.

 

Tem que ser pouco, para comprar o lanche na escola, por exemplo.

 

Quando a criança atinge oito anos, a distribuição já pode ser mensal. A partir dos 12 anos, ela deve ser acompanhada de mais responsabilidade etc.

 

A mesada também suscita armadilhas.

 

Um erro comum, lembra Marcela, é condicioná-la à realização de tarefas, como arrumar o quarto ou lavar a louça.

 

– Os pais devem passar para o filho que esse tipo de responsabilidade não está ligada a dinheiro.

 

São como os deveres de um cidadão. Caso contrário, a criança pode entender que ela tem o direito de realizar essas tarefas se não receber o dinheiro.

 

E se o pai perder o emprego, o que ela faz? – interroga. – Isso é outra questão importante. Além de a mesada precisar ser condizente com padrão de vida da família, ela também deve ser diminuída se os pais passam por uma dificuldade financeiro. A criança deve saber que essas coisas acontecem na vida.

 

Os responsáveis também precisam ser duros caso a criança e o adolescente cometam erros na utilização do dinheiro.

 

Eles são pedagógicos, argumenta a especialista:

 

– O pai deve interferir em caso de uso errado da mesada. Ele tem que aproveitar os erros das crianças para ensiná-las. Se a criança gastar em um só dia o dinheiro da semana inteira, é preciso que ela fique sem o dinheiro.

 

Os pais não podem ser “moles”, senão crescerá pensando que poderá sempre contar com a ajuda dos país.


IDOSOS: LONGE DO LUGAR-COMUM


Na terceira idade, alguns lugares-comuns associados a problemas financeiros não valem, segundo a psicóloga e doutora em educação Caroline Stumpf Buaes, que integra o projeto de pesquisas “Propensão ao endividamento de pessoas idosas” na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Não existe, por exemplo, relação direta do problema com níveis de renda ou de escolaridade ou mesmo com características de personalidade, de acordo com Caroline; o consumo irresponsável também não é uma causa preponderante; a violência financeira atinge apenas uma minoria, a dos idosos mais vulneráveis, geralmente mais velhos e doentes.

 

– Eventos da vida, como uma doença ou o desemprego de um filho, são elementos mais fortes para desequilibrar o orçamento de um idoso. A questão familiar é muito importante.

 

Para o idoso, é muito importante ajudar seus filhos e seus netos.

 

O que passamos para eles é que a questão não é não ajudar, mas o quanto é possível ajudar – observa a pesquisadora.

 

Segundo Caroline, os principais indícios de problemas financeiros na terceira idade são: comprometimento de pelo 30% da renda com financiamentos e ter mais de um empréstimo consignado simultâneo.

 

– O consignado é um problema é cada vez maior. Muitas vezes, existe uma dificuldade do idoso em compreender as regras.

 

Eles dizem que o banco explicou, mas é difícil para eles, por exemplo, entender que a renda será comprometida por um longo período de tempo – conta.

 

Ela lembra que a ex-presidente Dilma Rousseff elevou o prazo máximo para o pagamento do consignado de aposentados e pensionistas de 60 para 72 meses, prolongamento que, segundo Caroline, contribui para maior desequilíbrio orçamentário.

 

– Esses idosos precisam se esforçar para organizar suas finanças, e isso pode começar a ser feito de um modo simples, como um caderninho.

 

O importante é criar categorias, identificar gastos fixos etc.

 

Seria interessante que profissionais que trabalham em políticas de assistência social, que fazem visitas domiciliares, atuassem na conscientização desse público.

 

Fonte: O Globo

Educadores: Tendências na Sala de Aula

Um lugar ideal para fazer arte exibe variedade de materiais: papel Kraft, carbono, jornal, papelão, tinta, canetinha, giz de cera, lápis de cor, argila… Quem tem tudo na mão às vezes tende a se acomodar e repetir as mesmas atividades.

 

Já o educador que sofre com a escassez de recursos fica paralisado pela falta de opções na hora de planejar.

 

Nos dois casos, o jeito é tentar mudar o olhar, adequando as propostas.

 

Para a arte-ducadora Gina Dinucci, a experimentação é muito importante nas aulas e bolar novos usos para materiais já conhecidos colabora para o exercício da criação artística.

 

“O educador tem que ter abertura para propor experiências, como extrair o corante do papel crepom para pintar aquarelas e usar carvão para desenhar grandes murais.”

 

As vantagens de atividades inovadoras são muitas, segundo Ana Angélica Albano, professora da Unicamp e do Instituto Singularidades.

 

“Elas permitem que as crianças desenvolvam a individualidade, a autonomia, a independência e a sensação de autoria.” Segundo ela, só é preciso dosar os desafios.

 

Vale esperar a turma evoluir em uma prática antes de apresentar outra.

 

Vire a página e veja algumas sugeridas por Lucília Helena Franzini, coordenadora de artes visuais da Escola Grão de Chão, e Ana Tatit, professora do Singularidades e autora do livro 300 Propostas de Artes Visuais.

 

Brincadeira de luz e cor

 

Junte duas folhas de papel (color set, cartolina ou cartão). Com tesoura ou estilete, faça recortes de formatos geométricos, deixando uma “moldura” em volta.

 

O papel ficará vazado. Separe uma das folhas e preencha os espaços com pedaços de celofane de cores diferentes, fixando com cola ou fita adesiva.

 

Coloque o outro papel sobre o desenho, colando ou grampeando as duas partes. Está pronto o vitral.

 

Qual a descoberta?

 

Ao serem colocadas junto a uma janela ensolarada, as produções permitem que a turma observe e brinque com a composição de cores e luzes.

 

Obras de artistas como Matisse e Chagall podem servir de inspiração na hora dos recortes.

 

Desenho escondido

 

Separe lápis de cor ou canetas esferográficas de duas cores (por exemplo, azul e vermelha), celofane ou papel gelatina nas mesmas cores e papel sulfite.

 

Primeiro, desenhe com uma das canetas e, depois, complete as figuras com a outra cor.

 

Olhe para o desenho com uma das folhas de celofane e depois com a outra.

 

Qual a descoberta?

 

A criança percebe que, quando olha através do papel vermelho, ela só enxerga o que foi desenhado em azul e vice-versa.

 

Como é lúdica, a atividade incentiva o aluno a elaborar outros desenhos. Se você montar óculos 3D (com cartolina e uma lente de cada cor), eles verão como se comportam as figuras em três dimensões.

 

Aquarela com água e canetinha

 

Desenhe e pinte com canetinha hidrográfica em papel de gramatura alta, como canson ou cartolina. Com pincel, passe água em cima do desenho.

 

A tinta da canetinha ficará mais dissolvida no papel e em tons suaves, semelhante a uma pintura feita com tinta de aquarela.

 

Qual a descoberta?

 

Borrar o desenho com água é certeza de resultados imprevisíveis, e aceitar isso faz parte do processo de criação.

 

Com alunos mais velhos também dá para estimular misturas de cores e alterar as manchas depois de molhar o papel.



Uma nova impressão

 

Esfregue a superfície de páginas de revista com uma esponja de aço sobre sulfite ou cartolina.

 

A tinta se solta feito um pó e o efeito no papel branco é de manchas em tons pastel, com linhas que dependem da posição da folha de revista em relação à superfície.

 

Uma variação é fixar recortes, como uma máscara, sobre a cartolina: a imagem recortada ficará branca e o contorno colorido.



Qual a descoberta?

 

As crianças têm contato com diferentes texturas dos materiais.

 

Conforme mudam a direção do movimento, a pressão e a posição das folhas, elas notam que são produzidos efeitos diversos sobre o papel.


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Fonte: Nova Escola

 

Fundamentos da Educacao
Fundamentos da Educação |  Categoria: Educação – 120 horas

 

A Importância da Família no Processo de Educação Inclusiva

Escrito de forma descontraída, o livro “Conversando sobre educação inclusiva com a família” é destinado a pais e cuidadores, apontando o quanto será fundamental o envolvimento de todos, uma vez que professores e diretores não podem promover a inclusão de uma criança com necessidades educacionais especiais sozinhos.

 

A Educação Inclusiva ganhou forças nos anos 1990.

 

“Antes, pessoas com deficiências eram habilitadas ou reabilitadas para fazer todas as coisas que as demais por meio da integração social e passavam a conviver conosco em sociedade. Agora, na inclusão escolar e social, as iniciativas são nossas. Somos nós que estamos nos preparando, criando caminhos e permitindo que elas venham conviver conosco. Por este motivo, cada vez mais vemos crianças e pessoas com deficiência em nossas escolas, nos espaços de lazeres e em todos os lugares da vida diária”, explica o especialista e psicólogo educacional Emílio Figueira.

 

Por ter uma asfixia durante o parto, Emilio Figueira, 45 anos, adquiriu uma paralisia cerebral, comprometendo sua falar e movimentos.

 

Passou toda a década de 1970 dentro de uma instituição de educação e reabilitação de pessoas com deficiência.

 

Só que naquela época o regime era totalmente fechado.

 

Foi quando, aos 11 anos de idade, ao ser transferido para uma escola regular, a Educação fez toda a diferença em sua vida.

 

Pelos estudos, atingiu degraus imagináveis para uma pessoa com uma deficiência como a sua, hoje tendo dois doutorados.

 

Considerado uma referência em Educação Inclusiva no país, Figueira é autor de livros como “O que é Educação Inclusiva”, “A deficiência dialogando com a arte”, “Psicologia e pessoas com deficiência”, “Caminhando em silêncio: uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na história do Brasil”, dentre outros.

 

Hoje Emílio é psicólogo, psicanalista, jornalista, professor universitário, autor de centenas de artigos científicos e de mais de 50 livros publicados.

 

Nos últimos anos tem atendido inúmeros pais e familiares de crianças e jovens com deficiências que estão perdidos diante da política da Educação Inclusiva.

 

E, graças aos êxitos desses atendimentos, ele escreveu CONVERSANDO SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM A FAMÍLIA (Ed. Agbook, 77 páginas).

 

O livro foi escrito de forma descontraída como um bate-papo com o leitor e pode ser encontrado no formato impresso ou digital para ser lido em computadores, tablet ou smartphone.

 

Num misto de experiências próprias e conhecimentos profissionais, Figueira conta como nasceu a obra:

 

“Muitos pais e mães de crianças com deficiências em fase de inclusão, sempre me procuram perdidos em busca de orientações. Algum tempo atrás, recebi em meu consultório uma jovem senhora. Confesso que o discurso dela me deixou muito encabelado. O tempo todo ela acusou a escola e os professores pelo fracasso de seu filho, mas em nenhum momento ela falou sobre a real deficiência de seu filho, diagnóstico e tratamento feito. Pelo contrário, ela demonstrava até certa resistência com relação a isto. Resolvi, então, escrever uma obra como forma clara e direta de orientação”.

 

É importante a participação dos pais no acompanhamento do tratamento e no processo educacional de seu filho, acentua Figueira:

 

“A integração entre pais e profissionais é fundamental porque ninguém, além deles, conhece melhor o seu filho. São os pais que convivem 24 horas por dia e aglomeram informações valiosas para o aperfeiçoamento do processo. Esta colaboração traduz-se num incentivo muito grande aos profissionais, estimulando-os a lidar com estas crianças. Este entrosamento é primordial para que ambas as partes (pais e profissionais) encontrem a melhor maneira de tratamento para a educação criança. Esta, por sua vez, observando a união entre eles, vai se sentir melhor e terá maior confiança naqueles profissionais que a assistem”.

 

O livro CONVERSANDO SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM A FAMÍLIA destaca a importância de se atentar às necessidades específicas de cada criança, terapias e acompanhamentos especializados, o desenvolvimento global de alunos incluídos como os aspectos psicológicos que precisam ser observados, valorização dos pontos positivos de uma deficiência, possibilidades de uma criança se desenvolver em outras áreas que não sejam impostas pelos padrões culturais.

 

Entrando no campo pedagógico, a obra fala ainda sobre a importância de uma parceira em tripé: Escola, Família e Sociedade!

 

O professor Emílio Figueira deixa claro no contexto de sua obra:

 

Para que o processo de inclusão escolar de uma criança com deficiência realmente dê certo, será fundamental a participação plena da família junto aos professores e todo o contexto escolar!

 

“Todos esses pontos comprovam que a Escola Inclusiva envolve a participação da família e da comunidade, as quais podem contribuir para fortalecer e multiplicar as ações inclusivas. Isto prova mais uma vez que professores e diretores não podem promover a inclusão de uma criança com necessidades educacionais especiais sozinhos. Para esse sucesso, será de fundamental importância o envolvimento de todos!”, conclui. fake rolex rolex replicas

 

Fonte: Educação Inclusiva em Foco

 

Educacao Inclusiva
Educação Especial e Inclusiva | Categoria: Educação – 180 horas

 

Implicações da Tecnologia na Memória Humana

No começo dos anos 2000, o cientista Gordon Bell, da Microsoft, iniciou um projeto ambicioso: criar um arquivo digital de todas as suas interações com o mundo da Tecnologia.

 

Assim, carregou durante anos uma pequena câmera pendurada no pescoço, a SenseCam.

 

Equipado com sensores que detectavam mudanças de luminosidade ou a presença de uma pessoa próxima, o dispositivo era capaz de tirar fotos e gravar vídeos automaticamente.

 

Registrou conversas, passeios, todos os sites que visitou na internet, os documentos em que trabalhava, todo e-mail que enviava.

 

O GPS rastreava continuamente sua localização, permitindo a criação de diários visuais de viagens.

 

Batizada de MyLifeBits, a extrema empreitada de Bell já não soa tão excêntrica nos dias de hoje, mais de uma década depois.

 

Temos à mão hardwares portáteis para registrar imagens e dados quando quisermos.

 

Muitos de nós já nem lembram direito o próprio número de telefone, e as redes sociais cada vez mais ajudam a lembrar de eventos e aniversários.

 

Estaríamos mais esquecidos ou simplesmente não memorizamos dados que podemos conseguir com facilidade?

 

Basicamente, qualquer informação está acessível para quem está conectado à internet.

 

Não por acaso, sites de busca, como o Google, começaram a preocupar professores, ao menos os mais tradicionais – afinal, do que adianta um aluno copiar, colar e depois esquecer o assunto que pesquisou?

 

Recentemente, profissionais de diversas áreas, inclusive das neurociências, passaram a questionar os efeitos da internet no estudo e na memória, conferindo novas dimensões ao debate.

 

A preocupação central está na subutilização da memória, que, como um músculo, funciona melhor quando exercitada.

 

Estariam as facilidades tecnológicas afetando seu desempenho?

 

Técnicas de memorização


Incomodado com a sensação de esquecer várias coisas e com o hábito de usar post-its de forma obcecada, o jornalista americano Joshua Foer decidiu exercitar sua memória.

 

Aprendeu uma técnica antiga chamada Palácio da Memória, que consiste basicamente em visualizar um local que se conhece bem – como a casa da infância – e colocar uma imagem visual, de preferência inusitada, em lugares específicos, de forma que ajudem a lembrar itens de uma lista.

 

Por exemplo, o leite de uma lista de supermercado pode ser memorizada como uma vaca colorida em algum local da casa.

 

Graças à técnica, Foer foi campeão de memória dos Estados Unidos em 2006, depois de um ano de treinamento.

 

Nesse tipo de campeonato, os participantes realizam proezas como memorizar dezenas de nomes, a sequência de cartas em um baralho ou um número de 100 dígitos em poucos minutos.

 

O jornalista conta sua experiência no livro A arte e a ciência de memorizar tudo (editora Nova Fronteira, 2012), no qual faz um panorama histórico da chamada arte da memória e do conhecimento que a neurociência já acumula sobre o assunto.

 

Seriam os exercícios de memória – tema, aliás, que sustenta todo um mercado de publicações e cursos on-line – a solução para a amnésia contemporânea?

 

Aparentemente não, pois, mesmo depois de se sagrar campeão, Foer saiu com os amigos e voltou de metrô, esquecendo que tinha ido de carro.

 

No dia a dia, voltou a usar post-it e a recorrer à internet para se lembrar de informações.

 

Descobriu que sua memória não mudou apenas com o uso de uma técnica específica.

 

Esquecer, porém, não é necessariamente um problema.

“Esquecer e lembrar fazem parte do mesmo processo. Não há como arquivar todas as informações no cérebro, por isso é preciso selecionar”, diz o neurocientista André Frazão, coordenador do Laboratório de Cognição da Universidade de São Paulo (USP).

 

“O problema é que queremos lembrar de tudo e reclamamos quando não conseguimos.”

 

Mas por que nos esquecemos de uma informação importante? A falha, nesse caso, não está na memória em si, mas na estratégia usada para registrar a informação.

 

“Por exemplo, no estacionamento de um shopping, não adianta nada lembrar a cor do carro do lado. Na realidade, quando esquecemos de algo, é provável que nunca tenhamos registrado de fato a informação”, ressalta Frazão.

 

Da mesma forma que o carro na garagem, que pode ser localizado pelo setor do estacionamento, as lembranças também possuem pistas para a sua localização.

 

Elas são as chamadas associações. Por exemplo, será mais fácil lembrar o tal setor se você perceber que a letra é a inicial de um grande amigo e o número, o primeiro dígito da sua idade.

 

“Lembrar não significa arquivar informações automaticamente, mas construir uma teia de conceitos e dar valor a essas informações”, explica o neurocientista.

 

A memória, nesse processo, é apenas um dos fenômenos por trás da lembrança.

 

“Além dela, também são importantes a atenção, as emoções e a percepção”, diz Hamilton Haddad, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da USP.

 

A própria memória não é uma só, podendo ser dividida em vários tipos. Em uma competição de memória, é usada a memória declarativa.

 

Temos também a implícita, que é a memória de coisas que sabemos fazer, mas não sabemos explicar.

 

Aprender X Decorar

 

Mas, se vencer um campeonato ou lembrar onde o carro ficou estacionado tem uma função óbvia, o que promove a memória no caso do aprendizado?

 

“Uma das motivações fundamentais pode ser o prazer da descoberta, graças ao poder explicativo da ciência”, afirma Frazão.

 

Conforme o conhecimento se acumula, uma das dificuldades pode ser abrir mão do antigo para investir em coisas novas.

 

“O conteúdo do ensino já está muito avançado, por isso a escola deveria dedicar uma parte do tempo a se debruçar sobre problemas novos, como a neurociência ou a violência nas cidades”, diz o neurocientista.

 

Sair da decoreba para preconizar o aprendizado significativo pode implicar para alguns, no entanto, mudanças no cumprimento do currículo escolar.

 

“Quando a escola deixa de focar a quantidade, dá para ensinar de forma vivenciada através de experimentos e leitura crítica, o que ajuda a formar memórias de longo prazo”, diz Sérgio Américo Boggio, diretor de tecnologia aplicada à educação do Colégio Bandeirantes, em São Paulo.

 

O aprendizado significativo funciona porque ajuda a criar novas associações, assim como a usar o conhecimento prévio do aluno, uma ideia amplamente difundida na pedagogia construtivista.

 

“A memória é construída em redes e se vale de informações anteriores. É mais fácil aprender o que é mexerica quando já se conhece a laranja. Mas a informação arquivada precisa ser interpretada. Lembrar é um processo ativo em que a memória ativa o córtex visual e gera padrão semelhante ao da visão”, pontua Frazão.

 

Por essa razão, relacionar o conteúdo com a própria vida ou a própria experiência ajuda a lembrar o que foi aprendido.

 

Entre o antigo e o novo

 

Outro fator importante na memória é o lado emocional.

 

O aluno leva para a escola as suas concepções infantis do mundo e aos poucos vai questionando a validade delas e formando novas concepções.

 

O problema é que, geralmente, crianças têm um grande vínculo afetivo com as concepções anteriores, porque, até ali, elas foram suficientes para explicar o mundo.

 

Por que então deixá-las para trás e adotar outras visões?

 

Essa resposta tem muito a ver com a atuação do professor, que funciona como uma ponte entre o antigo e o novo.

 

Quando o professor demonstra interesse e afeto pelas crianças, elas se sentem mais confortáveis para ouvir o que ele tem a dizer.

 

Quando ele explica de maneira clara o conteúdo, elas se sentem mais atraídas para deixar o antigo para trás e adotar o novo.

 

Tudo isso não significa, no entanto, que métodos antigos tenham perdido a validade.

 

A repetição também ajuda na memorização, sendo fundamental em alguns casos, como no aprendizado de línguas estrangeiras.

 

E novos estudos demonstraram que as provas continuam sendo ferramentas importantes não só na avaliação, mas também no aprendizado.

 

“Os testes, sejam para avaliação ou simplesmente para revisar o conteúdo, são uma forma mais eficiente de aprender do que simplesmente estudar”, afirma Luciano Buratto, neurocientista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

 

Além disso, estudos mostram que a prática espaçada como estudar menos, mas em intervalos de tempo maiores, e escalonar o conteúdo, ou seja, fazendo uma revisão de tópicos antigos, também ajuda na assimilação do conteúdo.

 

Criatividade 

 

Estratégias de estudo são um ponto-chave também para lidar com as novas tecnologias.

 

Grande parte dos alunos não sabe como identificar as informações confiáveis no Google.

 

“Da mesma forma como antes o aluno precisava comparar diversos autores, hoje também é necessário comparar fontes e verificar a compreensão do que foi lido”, diz Célia Sampaio, diretora do Mater Dei, em São Paulo.

 

“O processo de aprendizado permanece fundamentalmente o mesmo, só que hoje é mais rápido. Por mais incrível que a internet seja, ela nunca criou nada de novo. Para isso, é necessária uma mente humana”, destaca Célia.

 

Por outro lado, é difícil acompanhar a evolução da tecnologia.

 

“Em geral, ela é subutilizada, já que pode oferecer condições para outro tipo de ensino e de aprendizagem. A questão que se coloca é: como usar essa tecnologia para formar um cidadão mais crítico, criativo e mais participativo?”, questiona Alvaro Chrispino, diretor de gestão estratégica do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Rio de Janeiro.

 

“Longe de inibir, a tecnologia estimula o exercício da memória e o desenvolvimento do aluno. O importante é saber usá-la”, diz o neurocientista Ivan Izquierdo, da PUCRS, um dos maiores especialistas em memória do mundo.


Fonte: Revista Educação

 

Gestão da Informação e do Conhecimento Categoria: Tecnologia - 80 horas
Gestão da Informação e do Conhecimento | Categoria: Tecnologia – 80 horas

 

Relação do Sucesso Escolar e Qualificação dos Professores

A Relação do Sucesso Escolar e Qualificação dos Professores é um fator chave pois, com a proximidade do início de um novo ano letivo, muitos pais ficam em dúvida na hora de escolher a escola ideal para os filhos, e isso será o tema de hoje no Blog do Estude Sem Fronteiras.

 

Especialistas explicam os principais fatores que influenciam no desempenho escolar no primeiro nível da educação brasileira, o ensino básico.

 

Nós Listamos os principais motivos que levam os pais a escolherem uma boa escola para seus filhos.

 

Segundo o doutor em Educação e especialista em Políticas Educacionais, professor Célio Cunha, o fator determinante para a proficiência dos estudantes é o corpo docente, uma escola que não tem bons professores não pode formar bons alunos.

 

Realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PISA (principal instrumento internacional de avaliação da educação), avaliou o desempenho escolar no Brasil como um dos piores do mundo.

 

A pesquisa avalia o desempenho de alunos de 15 e 16 anos em três disciplinas: matemática, leitura e ciências.

 

De acordo com a edição 2015, o Brasil ocupa a 65ª posição entre os 70 países avaliados.

 

Segundo o representante do Movimento Todos pela Educação, os países mais bem avaliados, apesar de terem contextos sociais completamente diferentes, têm algo em comum: uma grande preocupação em formar bons docentes.

 

“Precisamos ver o papel do professor como uma figura estratégica no processo educacional. E dar a eles a estrutura necessária para que realizem o desafio de ensinar” sugere Olavo Nogueira Filho, gerente de projetos do Movimento Todos pela Educação.

 

Fonte: Metropoles

Didatica e Organizacao no Trabalho pedagogico
Didática e Organização do Trabalho Pedagógico |  Categoria: Educação – 180 horas

A Importância dos Pais e Professores na Retomada da Rotina Escolar

Com o final das férias escolares, está na hora de voltar a rotina.

 

A melhor forma de começar é adaptar os horários de sono, refeiçoes e lazer aos poucos de preferência com certa antecedência para facilitar o processo.

 

Os pais precisam fazer com que a criança resgate os horários e a rotina que tinha antes das férias, é necessário que a criança entenda que mesmo na infância, ela também tem tarefas e responsabilidades.

 

Os pais podem ajudar com atitudes simples mas fundamentais como organizar o material escolar e uniforme junto e estabelecer uma rotina de estudos que deve ser diária em horário adequado para cada família.

 

A escola também tem o seu papel, os professores precisam receber os alunos com alegria e orientá-los sobre como deve ser o ano letivo.

 

É preciso entender a criança, conhecê-la, mostrar a ela o mundo novo de possibilidades que se abre e recebê-la com carinho e alegria.

 

Ela precisa se sentir amada e protegida como se estivesse com os pais.

 

É preciso que tanto os pais como os professores envolvam a criança de forma positiva, aos poucos a criança vai automaticamente entrando no ritmo e retomando suas atividades cotidianas.

 

Fonte: Portal do Holanda

Ampliação do Mercado de Trabalho para Profissionais em Libras

O interesse inicial de Felipe Oliver, de 29 anos, pela Lingua Brasileira de Sinais (Libras) surgiu da necessidade doméstica de ajudar o irmão que é surdo, mas logo depois virou profissão.

 

O tradutor e intérprete, que também atua na área educacional, aponta uma infinidade de oportunidades num mercado ainda pouco explorado, até mesmo pelo fato de a atividade ter sido reconhecida como profissão, por lei, há pouco tempo.

 

Uma prova de que o campo está se abrindo está nos convites que, volta e meia, Felipe Oliver recebe para eventos, como a última edição do Rock in Rio, quando foi chamado para fazer demonstração para o público dos shows e imprensa de uma mochila especial que transforma a voz do cantor e o som dos instrumentos em vibrações.

 

Em eventos esportivos, sua estreia foi nos Jogos Parapan-Americano, de 2007, quando uma rede de lanchonetes o contratou para atuar junto à clientela com deficiência auditiva. 

 

“A gente faz um trabalho social importante, mas profissionalmente existe um campo enorme de atuação.” assegura Oliver.

 

A tradutora e intérprete Gildete da Silva Amorim, membro da Associação dos Intépretes de Libras do Estado do Rio de Janeiro (Apilrj) aponta as escolas como grande empregadoras, por conta da necessidade de aplicação da política nacional de educação inclusiva.

 

Mas as oportunidades não param por aí. Por força da lei eleitoral, as campanhas abrem chances de trabalho na tradução para linguagem dos surdos dos programas eleitorais de TV.

 

Além disso, vários órgãos públicos mantém tradutores e interpretes de Libras em seus quadros de pessoal.

 

Há também espaço nos grandes eventos e para atuação em teatros, traduzindo para a linguagem dos sinais as falas dos atores.

 

“Hoje, somente as escolas das redes municipal e estadual, empregam cerca de 500 profissionais” estima Gildete.

 

Os salários iniciais estão em torno de R$ 3 mil. O Decreto federal 5.626, de 2005, determina que os tradutores e intérpretes de Libras devem ter formação superior.

 

No Rio, o curso de graduação pode ser feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

A Apilrj, com sede em Niterói, oferece curso de extensão para atender os quesitos da legislação.

 

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) realiza o Programa Nacional para Certificação de Proficiência em Libras e para Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa (Prolibras), exame que certifica docentes e tradutores e intérpretes de libras, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, cerca de 9,7 milhões de brasileiros, ou 5,1% da população, possuem deficência auditiva.

 

Já, dados da Organização Mundial de Saúde, de 2011, apontam que 28 milhões de brasileiros possuem algum tipo de problema auditivo, ou seja 14,8% dos 190 milhões de brasileiros.

 

Fonte: Extra Globo

 

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